Surto de Legionella em Nova York reforça a importância da gestão das torres de resfriamento e da qualidade do ar interior

14 de julho de 2026

Um recente surto de Doença dos Legionários (Legionnaires’ disease) em Nova York colocou novamente em evidência um risco conhecido, mas frequentemente negligenciado na gestão predial: a proliferação da bactéria Legionella em torres de resfriamento. Até o momento, dezenas de casos foram associados ao surto, levando as autoridades locais a intensificar a inspeção e a desinfecção de sistemas de climatização em edifícios.

O episódio serve como um alerta para gestores de facilities, administradores de edifícios corporativos, hospitais, hotéis e outros ambientes climatizados. Embora a Legionella não seja transmitida de pessoa para pessoa, ela pode se espalhar por meio de aerossóis gerados em sistemas contaminados, tornando a manutenção preventiva uma medida essencial para proteger a saúde dos ocupantes.

O que é uma torre de resfriamento?

Uma torre de resfriamento (ou de arrefecimento) é um equipamento usado para dissipar o calor residual de processos industriais ou sistemas de ar-condicionado para a atmosfera. Ela resfria a água aquecida por meio da evaporação, permitindo que essa mesma água seja resfriada e reutilizada continuamente no sistema.

Como Funciona

O processo baseia-se na troca de calor entre a água e o ar:

  1. Entrada: A água quente proveniente de máquinas ou sistemas de climatização (como chillers) entra no topo da torre.
  2. Distribuição: Ela é distribuída em formato de gotas ou chuva sobre uma superfície de troca térmica (conhecida como “enchimento” ou colmeia).
  3. Ventilação: Ventiladores puxam o ar ambiente para dentro da torre, que passa pela água em queda.
  4. Evaporação: Esse contato faz com que uma pequena fração da água evapore. Esse processo de mudança de estado físico rouba calor da água restante.
  5. Retorno: A água resfriada é coletada na bacia inferior e bombeada de volta para resfriar o equipamento do processo original.

Onde São Utilizadas

  • Indústrias: Essenciais em refinarias de petróleo, usinas termelétricas e indústrias químicas. Elas garantem que os maquinários operem na temperatura adequada.
  • Edifícios Comerciais: Utilizadas em sistemas de ar-condicionado de grande porte, comumente encontradas nos topos dos prédios em formato de caixas cilíndricas ou retangulares

O que é e como a Legionella se dissemina?

A bactéria Legionella pneumophila é a principal causadora da Doença dos Legionários, um tipo grave de pneumonia adquirida pelo contato tópico com água contaminada, mas também pela inalação de aerossóis dispersos no ar. Os sintomas geralmente surgem entre 2 e 10 dias após a exposição e incluem febre alta, tosse, falta de ar, dores musculares, dor de cabeça e dor no peito, podendo evoluir para insuficiência respiratória, especialmente em idosos, fumantes e pessoas imunossuprimidas.

A Legionella é uma bactéria que se desenvolve em água morna e pode proliferar em sistemas prediais mal mantidos, especialmente em torres de resfriamento, condensadores evaporativos e outras instalações que utilizam água.

Quando esses sistemas geram aerossóis contendo a bactéria, pessoas que ocupam o ambiente interno podem inalá-la.

É importante destacar que sistemas de ar-condicionado convencionais não transmitem a doença por si só. O risco está associado principalmente à geração e dispersão de aerossóis provenientes de equipamentos HVAC contaminados.

O que aconteceu em Nova York?

Segundo as autoridades locais, o surto foi relacionado à presença da bactéria em diversas torres de resfriamento na região do Upper East Side. Como resposta, a prefeitura determinou uma ampla campanha de inspeção e exigiu que edifícios com resultados positivos realizassem imediatamente a limpeza e a desinfecção de seus sistemas de ventilação.

Dos 46 casos confirmados, 22 pacientes precisaram ser hospitalizados, alguns em unidades de terapia intensiva, embora, até o momento, não tenham sido registradas mortes. Esses números reforçam que o controle da Legionella em torres de resfriamento vai muito além da manutenção predial: trata-se de uma medida essencial para proteger a saúde dos ocupantes e garantir uma gestão eficaz da qualidade do ar interior.

Não é coincidência que o surto tenha ocorrido durante o verão nova-iorquino. A Legionella prolifera mais facilmente em água morna, e as altas temperaturas aumentam a utilização das torres de resfriamento dos sistemas HVAC. Como esses equipamentos dissipam calor por meio da evaporação da água, também geram aerossóis que podem transportar a bactéria quando o sistema está contaminado. Por esse motivo, especialistas observam um aumento sazonal dos casos de Doença dos Legionários durante os meses mais quentes do ano, reforçando a importância da manutenção preventiva justamente nesse período.

Qualidade do ar interior depende de uma estratégia integrada

A prevenção da Legionella deve fazer parte de uma estratégia abrangente de gestão da qualidade do ar interior. Além do controle microbiológico da água e dos sistemas prediais, é fundamental considerar ventilação adequada, renovação do ar, filtragem, controle da umidade e a redução de outros contaminantes presentes nos ambientes internos, como vírus, bactérias, fungos, partículas e Compostos Orgânicos Voláteis (COVs).

Para gestores de facilities, a abordagem mais eficaz combina diferentes camadas de proteção: manutenção preventiva, monitoramento ambiental e tecnologias capazes de atuar continuamente sobre os contaminantes.

Nesse contexto, a Fotohidrólise Avançada, tecnologia utilizada pela Ecoquest, representa uma importante aliada nas estratégias de controle. Diferentemente de soluções passivas, essa tecnologia promove a descontaminação contínua do ambiente, funcionando 24 horas por dia, mesmo com os espaços ocupados, protegendo pessoas durante toda a rotina de uso do edifício. Sua aplicação contribui para a redução de vírus, bactérias, fungos, odores e COVs, integrando-se às demais medidas de qualidade do ar interior.

A eficácia da Fotohidrólise Avançada contra Legionella pneumophila foi demonstrada em ensaios realizados por laboratórios independentes nos Estados Unidos, reforçando seu potencial como uma camada adicional de proteção em edifícios corporativos, hotéis, hospitais e outras instalações críticas.

Conclusão

O surto registrado em Nova York reforça que a segurança dos sistemas de climatização não pode ser tratada apenas como uma questão de manutenção operacional. Trata-se de um componente essencial da saúde ocupacional e da gestão de riscos em edifícios modernos.

A experiência demonstra que programas preventivos são muito mais eficientes do que intervenções emergenciais após o surgimento de casos. Para organizações que buscam ambientes mais seguros, a qualidade do ar interior deve ser encarada como uma estratégia contínua, baseada em inspeção, manutenção, ventilação adequada e controle efetivo dos contaminantes.

 

 

Fonte: https://www.bbc.com/news/articles/c05y4gd2r0ro

Fonte: https://sistemas.eel.usp.br/docentes/arquivos/5817712/LOQ4086/torres.de.resfriamento2.pdf

Fonte: https://news.vt.edu/articles/2025/08/eng-cee-legionnaires-disease-hot-water-experts.html

 

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Somos uma empresa com ampla experiência em soluções para tratamento do ar interno e do ar de exaustão, construindo histórias de sucesso em diferentes segmentos do mercado.

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