O odor de pets em condomínios pode parecer, à primeira vista, apenas uma questão de limpeza. Em edifícios residenciais, porém, o problema pode se tornar mais complexo quando os odores se acumulam em halls, corredores e elevadores com pouca renovação de ar.
Foi o que ocorreu em um condomínio residencial de alto padrão na Zona Sul de São Paulo atendido pela Ecoquest. O edifício convivia havia mais de dois anos com reclamações relacionadas a odores associados à circulação frequente de animais de estimação. A área mais afetada era um hall de elevadores de aproximadamente 50 m².
O caso mostra por que problemas de odor também devem ser analisados sob a perspectiva da qualidade do ar interior: higienizar superfícies é importante, mas pode não ser suficiente quando existe geração recorrente do odor, baixa renovação de ar e transporte entre diferentes áreas do edifício.
Por que o cheiro de pets pode persistir mesmo com limpeza frequente?
No condomínio, o hall recebia regularmente animais após os passeios. Segundo o levantamento realizado para o projeto, havia acúmulo recorrente de odores relacionados à urina, fezes e ao próprio odor corporal dos pets. Embora o espaço fosse habitualmente higienizado, as reclamações continuavam.
Do ponto de vista da qualidade do ar interno, isso é coerente com um princípio importante: limpeza e controle da fonte, ventilação e tratamento do ar cumprem funções diferentes. Quando a fonte é recorrente, apenas limpar o piso depois da passagem dos animais não resolve toda a dinâmica do problema — o odor continua sendo gerado entre uma limpeza e outra.
O elevador pode transportar odores para outros andares?
Esse foi um aspecto particularmente interessante do caso. A avaliação realizada pela Ecoquest indicou que o movimento dos elevadores e os diferenciais de pressão contribuíam para levar o odor do hall para outras áreas do edifício.
Esse fenômeno encontra respaldo nos princípios de movimentação do ar em edificações. Poços de elevadores participam das dinâmicas de pressão e fluxo de ar dos edifícios, onde o chamado efeito pistão dos elevadores contribui para a movimentação do ar.
Essa constatação foi decisiva para a estratégia adotada: em vez de tratar apenas o sintoma em pontos isolados, o projeto tratou a fonte diretamente na área de maior concentração — o hall.
Como a Ecoquest tratou o problema de odor de pets
A estratégia escolhida foi implantar um equipamento portátil com tecnologia ActivePure diretamente na região afetada. O projeto começou em 28 de agosto de 2026, com um período intensivo inicial de 30 dias — que se encerra no fim de setembro — e previsão de utilização posterior conforme a demanda observada nessa primeira fase.
A instalação exigiu poucas adaptações: um ponto de energia e uma plataforma para posicionar o equipamento suspenso na parede, em frente à área que precisava ser tratada.
Acompanhamento em andamento
Como o odor era essencialmente um problema de percepção, o acompanhamento do projeto tem sido feito com base no feedback do síndico e dos demais condôminos ao longo do tratamento. Segundo o relato fornecido à Ecoquest, a avaliação durante o período intensivo tem sido positiva, e a solução vem sendo bem recebida pelos moradores.
A avaliação completa do período intensivo será feita ao fim dos 30 dias, quando a Ecoquest e o condomínio vão decidir, com base no que foi observado, se a operação continua em regime de manutenção contínua ou pontual.
O que esse caso ensina para síndicos e administradores de condomínios
Problemas de odor em condomínios nem sempre são resolvidos aumentando a frequência da limpeza ou utilizando fragrâncias. Quando existe uma fonte recorrente combinada com baixa ventilação e transporte de ar entre ambientes, é necessário compreender o edifício como um sistema.
No caso atendido pela Ecoquest, identificar a área de geração do odor e compreender como o ar se movimentava pelo edifício permitiu definir uma intervenção direcionada, sem necessidade de grandes obras.
Para síndicos, administradoras e profissionais responsáveis por facilities, a principal conclusão é simples: odor persistente é um sintoma. Encontrar sua origem e entender como ele se espalha é o primeiro passo para definir a solução adequada.
A experiência da Ecoquest mostra que uma estratégia integrada de qualidade do ar interior, combinando diagnóstico, ventilação, controle das fontes e tecnologias de tratamento do ar quando aplicáveis, pode transformar problemas recorrentes em intervenções tecnicamente mais direcionadas, e melhorar a experiência de quem vive no edifício.
