Depois de anos sob controle, o sarampo voltou a preocupar autoridades sanitárias. Até o momento, o estado de São Paulo confirmou 35 novos casos da doença, levando o Ministério da Saúde a recomendar a ampliação da vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo para pessoas entre 6 meses e 59 anos de idade.
O cenário brasileiro acompanha uma tendência observada em diversos países das Américas. Segundo a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), entre janeiro e junho de 2026 foram confirmados quase 23 mil casos em 17 países e territórios, um aumento de 181% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O sarampo é uma das doenças mais contagiosas transmitidas pelo ar
Diferentemente de doenças transmitidas principalmente por contato direto, o vírus do sarampo se espalha por aerossóis respiratórios.
Isso significa que partículas microscópicas contendo o vírus permanecem suspensas no ar depois que uma pessoa infectada tosse, espirra ou simplesmente respira.
Segundo o Centers for Disease Control and Prevention (CDC), essas partículas podem permanecer infecciosas no ambiente por até duas horas, mesmo após a saída do paciente infectado.
Na prática, isso significa que alguém pode entrar em uma sala aparentemente vazia e ainda assim ser exposto ao vírus.
A vacinação continua sendo a estratégia mais eficaz para prevenir o sarampo. O próprio CDC afirma que garantir altas coberturas vacinais é a medida mais importante para impedir a transmissão comunitária da doença.
Qualidade do ar: a camada de proteção que muitas vezes é esquecida
Embora a vacinação seja indispensável, o CDC dedica boa parte de suas recomendações a outro aspecto frequentemente negligenciado: a qualidade do ar interno.
Por esse motivo, ventilação adequada e renovação do ar ganharam destaque após a pandemia de COVID-19 e continuam sendo consideradas medidas importantes para reduzir a concentração de bioaerossóis em ambientes internos.
No Brasil, porém, existe um desafio adicional.
Durante o inverno, muitos gestores de facilities reduzem a entrada de ar externo para facilitar o controle da temperatura e diminuir a carga térmica do sistema de ar-condicionado. Embora essa prática aumente a eficiência energética, ela também reduz a renovação do ar, favorecendo o acúmulo de CO₂ e a permanência de vírus, bactérias e outros bioaerossóis em suspensão. Entre os efeitos mais comuns estão sonolência, dores de cabeça, perda de concentração e maior risco de transmissão de doenças respiratórias, como o sarampo.
Em hospitais, o controle da QAI é indispensável
Para hospitais e outros serviços de saúde, os órgãos de saúde recomendam uma série de medidas voltadas ao controle da transmissão aérea do vírus, entre elas:
- Salas de isolamento com pressão negativa para pacientes com suspeita ou confirmação de sarampo;
- Taxas adequadas de renovação do ar (trocas de ar por hora);
- Exaustão do ar para o ambiente externo;
- Utilização de filtragem HEPA, quando a exaustão direta não é possível;
- Monitoramento contínuo do desempenho dos sistemas de ventilação e climatização.
Essas recomendações deixam claro que, em ambientes de assistência à saúde, a prevenção não depende apenas de protocolos clínicos. Ela também envolve a forma como o ar circula dentro da edificação. Em outras palavras, a qualidade do ar interno passa a fazer parte da estratégia de controle de infecções.
A tecnologia que inativa vírus presente no ar
Um dos recursos mais eficazes que podem ser utilizados nesse contexto de qualidade do ar interno é a fotohidrólise avançada. Seu funcionamento é muito diferente dos métodos convencionais, pois ela atua onde o filtro não é capaz de agir.
Para que o filtro HEPA cumpra a sua função, ele depende de um princípio simples: o contaminante precisa chegar até ele.
Enquanto o ar é captado pelo sistema de climatização, partículas contendo vírus podem continuar circulando no ambiente e sendo inaladas pelos ocupantes.
A fotohidrólise avançada adota uma abordagem muito mais rápida.
Em vez de esperar que o contaminante seja transportado até um filtro, ela produz continuamente moléculas desinfetantes que percorrem o ambiente ocupado, reduzindo vírus, bactérias, fungos e outros microrganismos diretamente no ar e também sobre as superfícies.
Essa atuação contínua permite reduzir rapidamente a carga microbiológica do ambiente, inclusive enquanto o espaço permanece ocupado por pessoas. Como o processo utiliza concentrações seguras dessas moléculas, a tecnologia pode operar sem oferecer riscos a seres humanos, animais ou plantas.
Por esse motivo, a fotocatálise avançada é utilizada como uma excelente camada de proteção, somando-se à ventilação adequada, à renovação do ar, à filtragem e às demais medidas de controle de infecção.
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fontes: https://www.cdc.gov/infection-control/hcp/measles/index.html
