A Luz UV Germicida é confiável na Prevenção de Doenças em Ambientes Internos?

21 de maio de 2024
Tratamento do Ar

Com o avanço da pandemia de COVID-19, muitas soluções de descontaminação de ambientes internos foram amplamente discutidas. A luz ultravioleta germicida (IUVG) é frequentemente mencionada como uma ferramenta potencial para a eliminação de patógenos. No entanto, há várias razões pelas quais a IUVG, por si só, não garante um ambiente completamente livre de patógenos.

Como a Luz UV Germicida Funciona

A luz UV germicida funciona emitindo radiação ultravioleta de comprimento de onda curto (principalmente UV-C, entre 200-280 nanômetros). Esta radiação é absorvida pelo material genético dos microrganismos, causando danos ao DNA e RNA. Esse dano impede a replicação e o funcionamento dos microrganismos, levando à sua inativação ou morte.

Formação de Biofilmes em Sistemas de Ventilação: Uma Preocupação Significativa

A formação de biofilmes em sistemas de ventilação representa uma preocupação crítica na manutenção da qualidade do ar interno. Os biofilmes são comunidades estruturadas de microrganismos que aderem às superfícies e se envolvem em uma matriz de substâncias poliméricas extracelulares (EPS). Essa matriz protege os microrganismos e os ajuda a sobreviver em ambientes adversos. Em sistemas de ventilação, os biofilmes podem comprometer seriamente a qualidade do ar por várias razões:

  1. Reservatório de Patógenos: Biofilmes podem abrigar uma variedade de microrganismos patogênicos, incluindo bactérias, vírus e fungos. Esses patógenos podem ser liberados no ar à medida que o sistema de ventilação opera, aumentando o risco de infecções respiratórias e outras doenças entre os ocupantes do edifício.
  2. Ambiente Propício à Proliferação: A matriz EPS do biofilme cria um microambiente ideal para o crescimento e sobrevivência dos microrganismos. Ela protege os microrganismos das condições externas desfavoráveis e da ação de agentes antimicrobianos, permitindo que os patógenos prosperem e se multipliquem.
  3. Contaminação Contínua do Ar: À medida que o ar circula através dos sistemas de ventilação, ele pode carregar partículas do biofilme, incluindo microrganismos patogênicos, para diferentes partes do edifício. Isso resulta em uma contaminação contínua do ar, comprometendo a qualidade do ar interno e aumentando os riscos à saúde dos ocupantes.
  4. Emissão de Compostos Orgânicos Voláteis (COVs): Alguns microrganismos presentes nos biofilmes podem produzir compostos orgânicos voláteis (COVs) que contribuem para o odor desagradável e podem ter efeitos adversos na saúde, incluindo irritação das vias respiratórias e sintomas alérgicos.
  5. Redução da Eficiência do Sistema: Biofilmes podem obstruir componentes dos sistemas de ventilação, como filtros e dutos. Isso não só reduz a eficiência do sistema, mas também pode aumentar o consumo de energia e os custos operacionais. Além disso, a obstrução pode levar a uma ventilação inadequada, piorando ainda mais a qualidade do ar interno.

Limitações da Luz UV Germicida

  1. Eficácia Condicional: A eficácia da IUVG depende de vários fatores, incluindo a intensidade da luz, o tempo de exposição e a distância entre a fonte de UV e o patógeno. Qualquer desvio desses parâmetros ideais pode reduzir significativamente a eficácia na eliminação de microrganismos.
  2. Sombras e Superfícies Não Expandidas: A luz UV só é eficaz nos locais que ela alcança diretamente. Em ambientes internos, muitas áreas podem estar sombreadas ou obstruídas, impedindo que a luz UV atinja todos os patógenos. Superfícies complexas ou objetos que criam sombras limitam a capacidade da IUVG de desinfetar completamente um espaço.
  3. Tempo de Exposição Necessário: Para que a IUVG seja eficaz, os patógenos precisam ser expostos à luz por um período específico. Em ambientes dinâmicos, onde pessoas e objetos estão em constante movimento, garantir o tempo de exposição adequado a todos os patógenos presentes é um desafio significativo.
  4. Resistência de Alguns Patógenos: Alguns microrganismos têm uma resistência natural maior à luz UV. Esporos bacterianos, por exemplo, podem ser mais resistentes à IUVG do que outras formas de vida microbiana, exigindo doses mais altas de UV para serem eliminados.

Necessidade de Tecnologias Complementares

Devido a essas limitações, a IUVG é mais eficaz quando usada em conjunto com outras tecnologias de purificação do ar e de superfícies. Um exemplo notável é a tecnologia Active Pure, que combina a IUVG com uma mistura patenteada de materiais catalíticos. Nesse sistema, a IUVG energiza esses materiais, que revestem uma matriz em formato de colmeia, ampliando a área de reação e gerando oxidantes poderosos. Esses oxidantes, e não a luz UV diretamente, são responsáveis por destruir os patógenos, garantindo uma descontaminação mais abrangente.

Eficácia Comprovada em Sistemas Integrados

O sistema Active Pure demonstrou alta eficácia na eliminação do vírus Sars-CoV-2, tanto no ar quanto em superfícies, em testes realizados em um laboratório de biossegurança nível 4 (BSL-4). A taxa de eliminação de 99,9% foi alcançada em apenas 3 minutos, um resultado muito superior ao que seria esperado com o uso exclusivo da IUVG.

Conclusão

Embora a luz ultravioleta germicida seja uma ferramenta valiosa na descontaminação de ambientes internos, suas limitações intrínsecas exigem que ela seja utilizada como parte de uma abordagem integrada de purificação. Sistemas que combinam a IUVG com outras tecnologias avançadas, como o Active Pure, oferecem uma solução mais eficaz e abrangente para garantir ambientes realmente livres de patógenos. É crucial entender que a prevenção de doenças em ambientes internos requer uma abordagem multifacetada, onde a IUVG desempenha um papel complementar, mas não exclusivo.

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